quarta-feira, 16 de maio de 2012

quatro e trinta

(para Théo Van Gogh, que mostrou uma verdade e foi morto por isso)

quatro e trinta  longe
vai a noite bruma extinta
madrugada finada
que sono que nada
não dorme o deus de israel
mas não sou anjo nem
miguel arcanjo
quisera ter sono menino
pesadelo real

nao dorme o deus de israel
mas nao sou judeu
nem arabe
nem maomé
sou do lado de cá
e nenhum deus vive aqui
todos temos nossos mosntros
mais que a nos mesmos
tudo seria mais fácil
se não fosse trabalho
puxar o gatilho junto
ao ouvido como em segredo.


Théo Van Gogh ( 1957-2004)

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